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Apresentações encerram o ano das etapas iniciais

O ano se encerrou com chave de ouro para o pessoal das etapas iniciais da Escola de Aplicação. O último dia de aula foi de encenação de peça teatral baseada no livro O Pequeno Príncipe, do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, feita pela turma 321F.

A galera da 211F também mostrou o que aprendeu durante o ano em sala de aula com a criação do Jornal Feevale Kids, um jornal elaborado por eles mesmos a partir de uma visita feita ao Jornal NH. Um vídeo feito nas aulas de informática pela turma 221F também foi apresentado aos alunos presentes, que estavam superanimados.

Vídeo feito pelo pessoal da 221F com a música Aquarela, de Toquinho.

Um pouco do mundo em sala de aula

Durante todo o ano 2011, o pessoal da turma 231F teve como tema de seus estudos Do Universo ao Rio Grande do Sul. Os alunos estudaram o universo, as estrelas, o planeta Terra, os países, o Brasil, o Sul, o Rio Grande do Sul e, para finalizar o ano, realizaram, na manhã desta quarta-feira, dia 14 de dezembro, uma feira de colonização, para apresentar países que colonizaram o nosso Estado.

A professora Caroline Rodrigues conta que foram escolhidos sete países que foram importantes para colonização do Rio Grande do Sul. “Os alunos estudaram sobre esses países, suas culturas, clima e como vivem seus povos”, afirma.

Errata

Informamos que na última edição do Jornal Link, na matéria “A invasão dos sorrisos metálicos” foram invertidos nas fotografias o nome das aulas Alyssa Jancenowski Oliveira e Carolina Holzbach.

Música calou o crack em 2011

A semana começou em clima de confraternização para os participantes do projeto Música Cala o Crack. Durante a tarde de segunda-feira, o pessoal do grupo de estudos da Escola de Aplicação, Colégio Cenecista Felipe Tiago Gomes, Colégio Marista Pio XII e Colégio Sinodal da Paz, se reuniram para comemorar o sucesso do projeto.

O evento teve início as 14h, no EAE, onde os estudantes puderam contar como foi o desenvolvimento do Música Cala o Crack em suas escolas. Logo após, disfrutaram de um coquetel feito especialmente para eles.

Consumista sim, mas consciente!

Sabe aquela necessidade vital que você tem de comprar aquele sapato ou tênis que está em lançamento? Ou quando você entra no shopping e sabe que precisa comprar algo, não sabe bem o que, mas realmente precisa sair de lá com algum presentinho pra você mesmo?

Agora, você já se perguntou como esses produtos chegaram até as lojas e em que condições trabalham as pessoas responsáveis por fabricá-los? Muitas e muitas são as leis que defendem o consumidor, trabalhador e o meio ambiente, como a Consolidação das Leis do Trabalho, de 1943, e a Constituição Federal, de 1988. Porém, sabemos que, muitas vezes, as regras são burladas e tanto seres humanos como recursos naturais são explorados.

“Constantemente a mídia nos dá conta de lugares que praticam o trabalho exploratório, não obedecendo as leis trabalhistas e especialmente usando mão-de-obra infantil” afirma a professora de História da Escola de Aplicação, Cleidi Blos Dresch. Em algumas culturas o trabalho começa muito cedo, não sendo considerado exploração de crianças e sim algo normal nos padrões culturais daquele país, então é dever das empresas brasileiras verificar como seus produtos são produzidos para não dar apoio a essa condição, que não é aceita no Brasil.

De acordo com o professor de Direito da Universidade Feevale, Emerson Tyrone Mattje, a Consolidação das Leis do Trabalho prevê multas administrativas para o descumprimento das normas de proteção ao trabalhador.  Mas não são somente os seres humanos que passam por abusos: os recursos naturais, que são essenciais para a vida das pessoas, também então sofrendo danos. “Acredito que esforços intensos estão sendo feitos para minimizar o abuso, mas ainda temos países como os EUA onde o consumo é brutal e a China, que é considerada a maior causadora de poluição e degradação ambiental do mundo”, afirma a professora Cleidi.

Mas o que você, como consumidor, pode fazer para ajudar a combater tudo isso? O também professor de Direito da Universidade Feevale, Daniel Sica da Cunha, salienta que deixar de comprar produtos da marca infratora é uma alternativa de protesto do consumidor, e isso pesa no bolso das empresas, quando a medida é tomada por um grande número de pessoas. “O ideal é adotar ações conjuntas, como deixar de comprar os produtos e buscar o auxílio de órgãos de proteção ao consumidor. Nesse sentido, atividade muito importante para a proteção do consumidor é a desenvolvida por órgãos como o Procon e o Ministério Público, por exemplo”, explica. Lembre-se, exploração é crime e deve ser punido.

O Jornal Link perguntou para a aluna da turma 121M, Jandaia Zanette da Silva, 17 anos, se ela leva em consideração o modo como os produtos que consome são produzidos. Confira a resposta:

“Se sou consumista? O necessário! Mas gosto de verificar: se os produtos fazem mal para a sociedade ou o meio ambiente, prefiro não consumir, como o Kit Kat, porque o óleo de palmeira que usam para fabricar o chocolate é extraído de uma árvore das árvores da Indonésia, um dos únicos lugares onde habitam os orangotangos, e esse desmatamento acaba por prejudicá-los.”, defende a aluna.

O misterioso mundo da memória

O cérebro humano é o principal alvo de estudos dos cientistas há séculos, pois nele está o que temos de mais interessante e misterioso para os estudiosos: a memória. Se lhe perguntarem o que você comeu no dia 25 de agosto na hora do jantar, você é capaz de lembrar? Não, certo? (a menos que tenha sido uma data marcante como seu aniversário ou de alguém importante). Mas se lhe perguntarem onde você estava no dia 24 de dezembro do ano passado, você lembra?

De acordo com a professora de Biologia da Escola de Aplicação, Maritsa Fabiane Heylmann, o cérebro guarda apenas fragmentos do que aconteceu e, na hora de montar o quebra-cabeça das lembranças, contam as emoções e a maneira como a pessoa percebeu o fato ocorrido. Ou seja, quanto mais forte foi a sua emoção durante o momento, mais nítida estará a lembrança (seja ela ocorrida de fato ou criada pelo seu emocional).

Depois de tantos anos, descobriu-se que o cérebro é que guarda as informações e as divide em dois tipos principais de memória: a primeira, de curto prazo, pode armazenar de seis a sete itens, por pouquíssimo tempo, como números de telefones que vemos na televisão de coisas que não nos atraem, e a segunda, de longo prazo, que mantém assuntos de destaque, como a data de aniversário daquela pessoa que você gosta. E mais, na memória de longo prazo, existem as memórias explícitas e implícitas: a explícita, em lembranças que podem ser descritas por palavras, como o endereço de seu melhor amigo, e a implícita, que são coisas que você faz automaticamente, como levantar todos os dias para ir à escola.

“Se pensarmos no córtex (parte responsável pela capacidade de pensamento) como um canteiro de flores, por exemplo, há várias delas espalhadas por toda a cabeça. A região responsável por unir cada uma delas em um buquê é o hipocampo (responsável pelo aprendizado e memória). Nessa analogia, a memória efetiva é o buquê – o padrão neural de ligações entre as partes do cérebro onde as lembranças são armazenadas” exemplifica a professa. Agora ficou mais simples, não?

Mas por que somos incapazes de lembrar coisas de quando éramos bebês? Porque entre as idades de zero e quatro anos, as crianças não possuem o que é conhecido como “memória empírica”, ou seja, a memória onde estão os detalhes específicos das coisas. “Quem tem memória é o computador, o que nós temos é uma vaga lembrança”, completa Maritsa.

Daniéli Fernandes Monteiro, 18 anos, turma 121 Técnico em Publicidade – Área da Comunicação

O que jantou no dia 25 de agosto? Não lembro.

E onde estava no dia 24 de dezembro do ano passado? Em Caçapava do Sul, na casa da minha avó com toda a minha família.

Qual a tua lembrança mais antiga? Eu sou alérgica a lactose, e quando era pequena, só podia tomar leite de soja, que na época era muito complicado de conseguir, então meu pai fez uma pirâmide com todas as latinhas e tirou uma foto.

Louise Dapper, 16 anos, turma 121M

O que jantou no dia 25 de agosto? Devo ter comido sopa.

E onde estava no dia 24 de dezembro do ano passado?  Na cada da minha avó, como todos os anos.

Qual a tua lembrança mais antiga? Eu tinha quase dois anos e estava com pneumonia, e lembro que estava deitada na cama do hospital, tomando mamadeira com alguma coisa laranja dentro, olhando desenho e minha mãe do lado chorando.

 

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